Loucura © mauricio rosa
Renuncio, hoje, àquela esperança De ser marinheiro e bolinar o mar, Ficarei apenas com a triste sina De alinhavar a solidão do ser... A amada deixo esperando à porta: O amigo, aquele velho cão, a mala, Tudo fica. Parto. Nada mais importa. A eloqüente fala de poeta, castro! Amanhã, espero, quando o sol raiar Não ter mais aonde ancorar a dor Amores dispenso, já tive bastantes, Cada qual com sua ilusão na cor! Partirei sozinho rumo à fantasia Que na noite fria vem me acalentar.
Escrito por mauriciorosa às 15h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|