fim de caso
não sei se o silêncio ardido
aquela malquerença
por detrás da voz
ou restos de saudades nuas
vistas pelos cantos
jogadas, sem foz...
quem sabe aquela frase amarga
dita quando a porta entreaberta ouviu
segredos fincados no tempo
cerne de lamentos
confissões senis!
talvez aquele antigo grito
refém
comedido
amordaçado
algoz
será que foi o desalento
metido no vento
que nos delatou?
não sei
apenas sinto agora à volta
que não mais te encontro
que o amor partiu
levando no bornal o cio
e no gesto frio
a paixão sem nós;
Escrito por mauriciorosa às 01h58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|