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à la Quintana © mauricio rosa
porque a vida é só isso:
um imenso bolo de acasos polvilhado de poréns.
Escrito por mauriciorosa às 15h48
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Recado Ao Fred Matos
© mauricio rosa
É um pequeno poema Simples, diria, um rabisco Sem rima nem escansão Dedicado a ti, amigo... Assustarás, zombarão Dirão que é um escárnio Dedicar isso a alguém Querido, de velha data. Mas, cá, lê-me até o fim Que numa miúda nota me explico ao poeta: “este discurso é tão breve De envergadura tacanha Posto que é complemento, Aposto ao grande apreço Que te confiro faz tempo!".
Escrito por mauriciorosa às 12h35
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moenda © mauricio rosa
feito de ocasos vadios o nobre bardo se vê amontoando nos cantos versos paridos a sós, buquês de angústia vestidos, coloridos caracóis juntados num mar de sonhos e ofertados à foz! que guarda essa alma infante além da dicotomia? suores de outros tempos? a noite roendo o dia? o barulho atroz do tédio? o coito da maresia que náusea causa ao cérebro na forma de poesia? que causa mais caberia nas coisas que o poeta em transe enfim confessa qu’inda ontem existia? que gesto divino encerra essa imensidão tão fria? que razão ampara a morte? e a sorte? e o vão da Cria? que olho vesgo o espreita quando acorda e se depara com esse mundo vazio que se esconde atrás de nós?
Escrito por mauriciorosa às 16h04
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