iraque
a minha paz só sussurra
quando eclodem os uivos
dos mísseis teleguiados,
dormita, às vezes chora,
contesta os fatos em vão,
suspira, canta, demora
a vista sobre um caixao...
depois,
se oculta entre as páginas
do jornal ensanguentado
a minha paz mercenária
covarde, contraditória,
pedaço de uma vontade
esquartejada, simplória!
e, ao fim do dia, exangue,
adormece entre cadáveres
acariciando o silêncio
de outras pazes sem fala.
mauricio
01/05/2007
Escrito por mauriciorosa às 07h59
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